Pediatra dá algumas dicas para aliviar os sintomas deste problema que afeta a maioria dos recém-nascidos

Uma das grandes angústias dos pais são os famosos episódios de cólicas. Podemos dizer que elas ocorrem quando um bebê saudável, apesar de bem alimentado, apresenta um choro inconsolável, sem razão aparente e que ocorre geralmente no final da tarde. Elas costumam iniciar por volta da segunda semana de vida da criança e pode durar até algumas horas, o que pode ser bastante angustiante para os pais. A boa notícia é que elas fazem parte da evolução natural dos bebês e que tem tempo para acabar, melhorando por volta do terceiro ou quarto mês.

Segundo a pediatra de São Paulo, Dra. Maria Júlia Carvalho, as principais causas dessa condição podem ser a hipersensibilidade a estímulos externos como tensão familiar e estresse materno ou excesso de estímulos como visitas, luz e barulhos; imaturidade do sistema digestório, que apresenta aumento de contrações ou com uma maior sensibilidade às contrações e gases formados a partir da digestão do leite. “Outra causa da cólica pode ser a alergia à proteína do leite de vaca e intolerância à lactose, que são doenças gastrointestinais que podem piorar as cólicas e que devem ser investigadas quando algo foge do normal”, comenta a especialista.

 

Para amenizar e evitar que as cólicas atrapalhem o bem-estar do bebê, a especialista dá algumas dicas:

 

– Colocar o bebê para arrotar após mamar. Sempre colocar a cabeça mais alta do que o corpo e não aumentar o bico das mamadeiras nos bebês;

– Um banho morno ajuda a relaxar o bebê, além de diminuir a tensão muscular;

– Fazer movimentos circulares e gentis na barriga do bebê, em sentido horário, facilita a movimentação intestinal. Eles podem ser feitos com as mãos ou com bolinhas de borracha. O calor das mãos colabora para a diminuição da dor.

– Colocar uma bolsa de água quente enrolada numa toalha na barriga do bebê (cuidado com a temperatura). O calor pode relaxar o bebê e melhorar a dor;

– Manter a amamentação! O bebê suga não somente pela necessidade de se alimentar. A sucção e o contato com a pele da mãe podem acalmar o bebê edar a sensação de aconchego. Além disso, mamar no seio exige que o bebê abra menos a boca, o que diminui a entrada de ar e minimiza o acúmulo de gases;

– Garantir uma mamada correta, com a pega e posição adequadas garante uma ingestão proporcional de lactose e gorduras do leite, diminuindo a formação de gases. A pega adequada também faz com que o bebê engula menos ar durante as mamadas, e, portanto, menos gases;

– Balançar suavemente o bebê no colo ou andar com ele junto ao seu corpo em um sling pode ajudar a acalmar o bebê. Colocar uma música tranquila também pode ser benéfico;

– Colocar o bebê de lado ou de bruços sobre os braços dos pais pode aliviar as cólicas e ajudar na liberação de gases

– Atentar-se para a alimentação da mamãe, já que alguns alimentos podem causar mais cólicas nos bebês entre ele: leite, chocolate, café, feijão, grão de bico, repolho, comidas apimentadas e refrigerantes.

 

Caso nenhuma dessas dicas sejam eficientes, converse com o seu pediatra. “A cólica não traz nenhum risco para saúde da criança. Porém é preciso consultar sempre a opinião de um especialista para ter certeza de que não se trata de nenhum outro problema”, finaliza a especialista. A presença de febre, queda do estado geral, hipoatividade ou mudanças no comportamento principalmente da alimentação e sono podem ser sinais de alerta.

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